Babilônia em tiros, tiros, tiroteios, ontem. No Alemão uma senhora baleada morre agora…

Em um retorno ao passado violento, cultuado por uma UPP, onde o pacífico só tem sentido, quando armado, quando repressor, quando violador de direitos, quando preconceituoso, esta semana promete um tiroteio mediático.

BmQ3gexIEAAcPq9Enquanto escrevo este relato sobre o Leme, uma senhora morria no Complexo do Alemão, aquele do teleférico, das ocupações e desocupações, dos novos protestos, como o da foto acima.

Já no Leme, vale relembrar as origens estratégicas e as muitas coisas  que explicam muita coisa. Morro de observação de tribos indígenas, foi imediatamente ocupado pelo pacífico colonizador. Por este motivo até 1985, o exército brasileiro, antes ministério da “guerra”, hoje da “defesa”, assiste passivo à uma guerra instalada, em seu terreno, aparentemente protegido por legislações ambientais e preservado por ambientalistas respeitados, em um doloroso exercício de cidadania. O bairro novamente convive com tiros e tiroteios. Uma rotina que esconde as constantes arbitrariedades de policiais de uma UPP fracassada por ausências, eternas ausências de simples políticas públicas inclusivas. A cada morte esquecida, ressalta-se apenas suas ligações mediáticas ou mediatizadas. No Leme, a espera mete medo e os boatos contaminam o ambiente, por faltas. Faltas de movimentos em movimento de defesa de um bairro, do bairro e sua verdadeira integração, com todas as suas contradições, mas sem preconceitos.

 

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