Golpes ou pacifismo militarizado? E o humano dever de Estado?

1904267_714480985240096_1500229585_nDe que lado você está?

As estórias (história é assunto sério) das movimentações golpistas em nosso país, protagonizadas por velhos seguidores do totalitarismo, apenas reforçam a tese de esgotamento desta distensão lenta, gradual e segura idealizada pelos articuladores da Aliança “Democrática” da década de 80 do século passado. Uma aliança sintetizada por dois nomes, sem nenhum vínculo claro, pelo contrário, com o necessário processo de ruptura com o autoritarismo, Tancredo Neves e José Sarney. O primeiro, um falso conciliador, pois nesta conciliação, poucos eram os favorecidos. O segundo, um filho natural do golpe de 1964, um golpista e interventor na capitania hereditária do estado (ou feudo) do MA, com tentáculos no AP, no setor de telecomunicações, de minas e energia. Um “honorável bandido” muito bem relacionado com os corruptores, os bons e felizes corruptores. Sempre esquecidos nas reportagens da grande e “livre” imprensa, das milionárias grades publicitárias, por onde circulam os elegantes concorrentes do medíocre e condenado, Marcos Valério. Condenado pelo parte final do seu crime, mas devidamente inocentado pelo o início das mesmas e elementares atividades criminosas.

Querem me fazer acreditar que vivemos em uma democracia.

E que “ela” corre riscos, se referendos, consultas e plebiscitos houverem.

Se debatermos a simples extinção do Senado Federal.

Se estabelecermos uma representação unicameral, com proporcionalidade pura, isto é, a cada cidadão um voto e apenas um.

Que apenas os representados possam cassar o mandato dos representantes.

Esta mesma democracia sequer respingou nas instalações de uma UPP, onde a prática de tortura é institucionalizada. 22 pessoas foram torturadas pela PM. Rocinha, Rio de Janeiro, 2013. Considerado crime hediondo, nenhum dos 3 poderes constituídos nada fez para condenar exemplarmente todos os responsáveis diretos e indiretos, começando pelos instrutores na formação destes pretensos policiais do “pacifismo” territorial.

No Alemão, esta liberdade é o encontro com o belicismo. Nas balas de uma ação em Madureira, a polícia deixa sua marca na Claudia, uma mãe, uma supermãe abatida por balas do pacifismo e “socorrida” como lixo humano. Deixou órfãos 8 filhos!

Nestas “comunidades”, nestas favelas, nos morros, na periferia, a democracia não chegou. Sequer os movimentos existem mais. Existem explosões, ataques de nervos. Quando uma criança ou uma mãe é assassinada. Quando o estupro e a morte se abraçam impiedosamente nas ruelas sem saneamento, sem formalização, com especulação e com a promessa desnecessária de um teleférico.

Não havendo um plano de estruturação urbana, a escola, o posto médico, o transporte, a moradia, perderão o sentido de coletivo de cidadãos. Ganhará corpo e mente, o especulador, o privilégio, o estadinho paralelo de tantos interesses paralelos, com direito à água de graça e ao gato de tantas luzes em comunicação taxativa. As taxas recolhidas por estas caixinhas sem paralelismo paralelo, lembram os precatórios. Ninguém sabe o total, quem recebeu e, menos ainda quem intermediou. E haja autoridade nesta cadeia produtiva amparando as desconhecidas livres regras do mercado!

Esta é a realidade da democracia para inglês ver. Inglês não!

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