O monopólio concedido à opinião e interpretação do fato, com todo domínio…

Continuamos constatando bem e reproduzindo melhor ainda os mesmos deslizes históricos.
A morte nos incomoda.
Uma morte violenta embaralha a vista.
Ela pode ser encarada de diversas formas.
E este encarar pode representar as representações de um desejo lastreado no aluguel de algumas ações.
Diria que, informação é um direito e, informar, um dever em regime de concessão discutível.
A tal democracia sinalizada no editorial da vênus platinada não chegou nas comunicações, assim como sua correspondente inclusão digital.
É importante destacar que ato de sonegar se aplica apenas ao adversário.
É importante destacar que esta polícia é exatamente a mesma que nos sequestrou, torturou, assassinou em todos os ciclos autoritários e nos sopros de democratização ajustada.

Todos lamentamos a morte do cinegrafista da Band.
Todos não!
Uma parcela procura criminalizar um movimento e sem bases reproduz as mesmas bases de um julgamento recente, com todo o domínio de fatos estranhos e correlacionados.
Alguns desavisados esquecem o que se processa há décadas, para não dizer séculos, nas áreas de configuração da exclusão periférica.
Nestas áreas a democracia é uma palavra estampada em alguns livros escondidos.
A constituição inexiste e os julgamentos são diretos e indiretos sem maiores formalidades. Nela a pena de morte é real, como o sequestro, como a tortura praticada na Rocinha nas pacíficas instalações de uma UPP que faz e fez a diferença mediatizada.
A violência é parte integrante do cotidiano, seja na sala, seja na TV, ou na rua sem saneamento e com muitas armas apontadas pelos pacíficos policiais ou pelos transitórios traficantes, antes bicheiros ou milicianos, hoje um projeto de ocupação especulativa com todas suas consequências e violações olímpicas.
90% dos moradores, do dito asfalto, desconhece a realidade dos morros, embora alguns dos formais sejam proprietários informais e cultuem o turismo insano de reconhecimento destes “zoológicos” da pobreza e seus empreendedores locais, com um sotaque estranho.
Todos lamentamos a morte de um cinegrafista. Nome: Santiago Andrade. Estranhamente a Band até o momento não liberou as últimas imagens realizadas por este profissional, como forma de homenagear o profissionalismo, até na queda.
Estranho roteiro diário deste lamentável episódio construído e reconstruído, sempre ao encontro de um cadáver desconhecido ou conhecido, para ser reconhecido como marco delimitador de limites, entre tantos pontos e pontos imprecisos.
Estamos enterrando um ser humano, um pai, um companheiro. Embora alguns já o santifiquem como um símbolo de dedicação que apenas seu contracheque contrarie o fato do capacete inexistente, o dado do socorro prestado, …
Estamos enterrando um profissional socorrido e transportado sem nenhum cuidado médico ou técnico básico. E isto não foi registrado por nenhum veículo solidário.
Entre tantos registros editados vamos cultuando o sigilo de uma investigação conduzida por um advogado “qualificado” na arte da inteligência processual e investigativa. Entre seus clientes figura um miliciano, poderia ser um Daniel Dantas em início de carreira.
Entre os envolvidos existe o cristalino desejo de enterrar conjuntamente movimentos em movimento. Existe a explícita vontade de eliminar qualquer desabrochar do tensionamento salutar de uma sociedade em busca das suas identidades, para engatinhar democraticamente por uma virgem, inocente e desconhecida transição. Existe o medo de novas violações de um tal direito humano. Violações policialescas, reconhecidamente totalitárias e cíclicas.
Já é possível reeditar uma nova LSN para acoplar ao manual do ministério da defesa, o sentido lógico das verdades absolutas estampadas.
Hoje me preparo para festejar 34 anos de um partido, entre dejetos particulares de um totalitarismo crônico, pronto para justificar o confronto cada vez maior e a violação de direitos.
Devo me transformar em um terrorista por defender e apoiar a CPI dos transportes estaduais e municipais e o fim das catracas.
Sou um terrorista por exigir a intervenção federal em estados onde a prática da tortura, um crime hediondo, seja rotineira no exercício da (in)segurança.
Devo me transformar em um terrorista por defender a reforma estrutural do Estado Brasileiro Patrimonialista.

Devo me transformar em um terrorista por defender o fim das policias militares em todo o país.
Devo me transformar em um terrorista por defender a expulsão imediata de todos os policiais militares e civis, bombeiros que participem de milicias.
Devo me transformar em um terrorista por defender uma constituinte exclusiva para sacramentar as reformas política, tributária, previdenciária, urbana, rural, florestal, educacional e médica.

Devo me transformar em um terrorista por exigir a democratização das comunicações e a inclusão digital.
Devo me transformar em um terrorista por solicitar há décadas uma auditoria da nossa dívida pública e externa que consome 42% de tudo que é arrecadado, na permissiva lógica regressiva.
Devo me transformar em um terrorista por exigir a conclusão e o veredito exemplar de todos os processos, administrativos e judiciais, sob sigilo ou não, envolvendo Daniel Dantas, Gilmar Mendes, Cachoeira, José Sarney&flia, Renan Calheiros, o valerioduto mineiro e candango, os propinodutos carioca e paulista,…

Devo me transformar em um terrorista por querer apurar os desvios na ponta de todos os programas sociais, na caixa preta do judiciário, do Banco Central e das FFAA’s.

Devo me transformar em um terrorista por desconfiar de empresas espiãs que violam direitos humanos pelo mundo afora e hoje operam em solo nacional como a Kroll, G4S, GSS, etc..

Devo me transformar em um terrorista por considerar uma afronta empresa como a Condor Não Letal operando no Rio de Janeiro, cujo nome é sabidamente a afirmação dos sequestros, torturas, assassinatos envolvendo a operação conjunta dos regimes ditatoriais do Brasil, Argentina, Chile, Bolívia, Paraguai e Uruguai.
Um último ponto que me remete à todos os partidos, inclusive o meu, o PT.
Se de fato transitamos pela democracia, é inadmissível a escolha indireta dos representantes do Brasil para o parlamento latino americano.

Por uma constituinte exclusiva, com obrigatório processo posterior de referendo popular da constituição!!!

Sebastian Archer

Um pacífico indignado
Um desobediente explícito da nova LSN
Um membro do pacífico movimento tensionador #Não Vai Ter Copa por mais transportes, mais escolas, mais moradias dignas, mais hospitais, mais médicos, mais trabalho, mais justiça, mais democracia…

 

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Uma resposta para O monopólio concedido à opinião e interpretação do fato, com todo domínio…

  1. Parabéns pelo blog, Sebastian. Nosso país tem sido conduzido maquiavelicamente por forças alienígenas com ajuda de traidores ou inocentes úteis para essa situação deplorável em que nos encontramos. Sair desse buraco não é fácil. Construir uma vontade geral nesse sentido é uma tarefa hercúlea. Seu blog é um contributo, a parte do beija-flor.

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