Táxis, uma concessão de cartas marcadas para escravagistas modernos!

táxiantigo

Utilizo o transporte sempre que o tempo e o espaço de outro tempo, assim o permitem e permutam o trabalho. Procuro conhecer a vida destes motoristas, ora permissionários raros, ora motoristas auxiliares e escravizados por um sistema de concessão administrado pela prefeitura da cidade do Rio de Janeiro há décadas, já no século passado. Estes últimos, uma maioria silenciosa, que paga diárias de R$ 150,00 a R$ 200,00, de segunda a sábado, ininterruptamente os 365 dias do ano. Toda segunda-feira, é bom lembrar, um acréscimo de R$ 30,00 a R$60,00, para apimentar um pouco a relação entre a opaca casa-grande e a natural senzala em tempos olímpicos de tantos eventos especulativos, entre bolhas e balas de efeito adocicado. Um valor atribuído ao auto seguro administrado pelos “senhores” do negócio, em sua clássica arte de gerenciar riscos humanos e materiais, sem materialidade do crime atribuído.

O nome sempre presente neste segmento é o do Pascoal da Silva Rêgo, o rei deste verdadeiro cartório sobre 4 rodas alinhadas, para sonegar do primeiro ao último centavo envolvido na operação, com corpo empresarial amparado por um legislativo fechado, um executivo de isenções fiscais e um judiciário cortês em suas decisões factuais dominantes.

Enquanto se debate o pré-sal ou sistema de pedágios das rodovias federais ou estaduais, esta lúdica concessão esquecida envolvendo empresas e particulares movimenta, só em diárias, do trabalho escravo, R$ 2 bilhões ao ano, livres de qualquer tributação formal e desoneração informal.

Empresários do amarelinho veículo, circulando em veículos, estes escuros, para proteger o sigilo dos negócios e dos sócios, para não dizer, parceiros na representação bancada, na execução dupla e no julgamento amparado, permanecem sem recolher impostos em nenhum ponto desta cadeia de negócios envolvidos na dita aplicabilidade de origem de receita. Isentos na compra de veículos, os vendem pelo valor cheio e lucrativo dos usados. Sem seguro, cobrem o gerenciamento de risco com auto seguro imposto aos seus escravos motoristas. Com manutenção própria, iniciam na área de oficinas mecânicas assistidas por peças de alguma feira reconhecida de Acari. Com ou sem contrato, compram ou administram as autonomias no fértil mercado paralelo, à razão de R$ 200 mil cada, partilhada entre esposas, amantes, filhos, sobrinhos e os eficientes e desavisados laranjais de estação primária. Foi assim que surgiu o nome de Eurico Miranda, com seu projeto de retornar à presidência do Vasco. Uma escolha e escola natural para este líder da bancada da bola. Ou seria também bala? Com certeza, suas empresas de táxi lhe dão bala para muitas aventuras em campo, mesmo que minado de mimos.

Mais uma corrida para encontrar a figura do Eurico em uma atividade interessante. Tão interessante quanto os sinais existentes em cada esquina. Em cada operação um representante desconhecido na lucrativa operação para outros tantos voos de helicóptero dos seus personagens…taxieco

Anúncios
Esse post foi publicado em Uncategorized. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s