Uma declaração de voto aberto e cristalino no PED 2013 do PT

Debates internos inexistem em um partido de massas.

Nele, as verdades não saboreiam o absolutismo.

Seus condimentos são plurais, com pitadas coletivas, em eterna construção e contradição.

Existem reflexões críticas abertas e, naturalmente, tensionadoras sobre balanços e perspectivas, nesta ou naquela conjuntura, favorável ou desfavorável.

Desta forma, sem fórmulas mirabolantes, aspectos estratégicos se relacionam à uma tática explícita, para que o pragmatismo não justifique sua constante diluição e o costumas afastamento, em nome de um poder, ainda, exclusivo e restrito à representação.

Debates são abertos, permanentes e pedagógicos em um partido de massas.

Debates protagonizados pela militância são constantes em um partido de massas.

E, suas ocupações ganham corpo, quando a burocracia, as suas transgênicas filiações e representações dependem de um cargo, de uma “contribuição coletiva”, de uma porta fechada, do abandono de um programa, da neutralização da nossa ideologia, do silêncio da “filiação em massa”, sem massa crítica.

Para pensar a 1ª Zonal é necessário reconhecer o papel do Núcleo Largo do Machado, como base de sustentação. É necessário reconhecer

Para pensar a 1ª Zonal é necessário refletir sobre os olhares do morar carioca ou verde, sem seus verdadeiros cariocas e seus impactos ambientais, com recursos federais do “Minha Casa, Minha Vida”. É necessário partir para a Providência, para entender do processo de remoções capitaneado pela prefeitura, de secretarias, das quais ainda fazemos parte. E fazemos parte, por termos introduzido a figura do delegado biônico para avalizar uma aliança com o Paes. Lamentável ferida aberta na democracia interna, com um bisturi guardado em um guardanapo, sem os necessários cuidados da esterilização automatizada.

Para pensar a 1ª Zonal é necessário assimilar a lógica inclusiva e universalizante abandonada pelas políticas públicas governamentais no planejamento integrado, modular e receptivo do saneamento, da moradia, da saúde, da educação e do transporte.

Para pensar a 1ª Zonal é necessário acompanhar o movimento “favela não se cala” na lógica da pacificação, como unidade da militarização em áreas precarizadas pelo abandono, pelas “ausências” do incluir e universalizar direitos constitucionais prometidos há quase 25 anos. É necessário perguntar pelos Amarildos e pelas Rebecas da Rocinha, do Pavão Pavãozinho, do Tabajaras. É necessário perguntar, ainda hoje, pelos Honestinos Guimarães.

Para pensar, enfim, na 1ª Zonal, é necessário aceitar o desafio da chapa “Reencantar a Militância” como base inclusiva para além de uma juventude, de um sistema de cotas, de uma paridade que terá como primeira tarefa a legalização da própria Zonal (registro e sede), para assim estabelecer seu orçamento participativo, para transformar nosso arcaico sistema presidencialista, assumindo a gestão colegiada da representação, com sistemas de consultas, debates presenciais e virtuais, continuidade dos ciclos de formação itinerantes, substituição imediata dos membros eleitos e ausentes em três reuniões. Pensar e repensar a Zonal é refundar os núcleos como expressão real de uma nova base para além do receituário tradicional e das homenagens processuais.

 

Sem nenhuma resistência à união em torno de rupturas voto:

 

 

Chapa 1ª Zonal: “Reencantar a militância” – 831
Presidente: Lúcia Reis – 731

Chapa municipal RJ: “Um novo tempo” – 620
Presidente: Ricardo Quiroga – 520

Chapa estadual RJ: “Um novo tempo” – 420
Presidente: Renam Brandão – 320

Chapa nacional: “A esperança é vermelha” – 220
Presidente: Valter Pomar – 120

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