II Carta aberta ao Diretório Nacional do PT

Saibam todos que ainda estamos engatinhando na arte participativa. Estes positivos movimentos em movimento, desatrelados da institucionalidade conservadora, corroída e, naturalmente, corrompida, exercem um papel pedagógico, apenas para uma juventude cansada com a passividade da desconstrução do seu próprio futuro, do seu presente, entre passados escondidos, sigilosos. Verdadeiros segredos de um “Estado Patrimonialista”, amparados por estratagemas, ora sofisticados, ora primitivos, ao sabor dos acontecimentos e dos sentimentos envolvidos. É o caso desta polícia militar carioca criminosa, bandida, primitiva, na sua formação, na sua ação e no seu comprovado desequilíbrio funcional.

Me revolta, há muito tempo, assistir aos atos desumanos desta dita segurança pública no cotidiano das áreas precarizadas, sejam urbanas ou rurais. Quanto mais distante a localidade, pior é o grau de violações amparadas por bancadas corporativas de vereadores, prefeitos, deputados estaduais ou federais, governadores ou senadores. Todos financiados por bancos, empreiteiras, laboratórios, agronegócio, operadoras de telefonia, internet e transporte.

No estado e no município do Rio de Janeiro, atos desumanos, hediondos, injustificáveis, são protagonizados por uma polícia comandada por vândalos, cujos governos colecionam tamanho número de guardanapos que já entopem, inclusive o propinoduto processado nas obras, nas remoções clássicas. Como clássicas são as reformas, as demolições e as reconstruções a cada novo grande evento. Uma verdadeira fonte de desvios de verbas, em orçamentos superfaturados, sem compatibilidade qualificada para garantias futuras.

Perdem as crianças pela falta de creches. Perdem as mães, os pais, pela falta de uma moradia digna e um simples coletivo confortável e pontual. Perdem pais e filhos, pela falta de saneamento, escola e atendimento médico preventivo. Perdemos todos, porque muitos dos temas crônicos da pobreza avançam pelas áreas nobres, por total ausência de manutenção preditiva ou preventiva, por custos e coberturas.

Perdemos todos coberturas constitucionais que nos foram retiradas pelas forças armadas e pelo decreto 44.302 do governo estadual, como forma de intimidar e avalizar procedimentos semelhantes ao do governo dos EUA no monitoramento virtual e privativo da cidadania ativa e crítica.

Por estes motivos, neste momento, assumo publicamente o estado de desobediência partidária, ate o rompimento integral com o PMDB e o restabelecimento das liberdades democráticas, o direito de expressão livre e plural, o direito de ir e vir.

A democracia exige participação ativa de todos. O totalitarismo exige passividade da maioria. A opção exige reflexões críticas, mas em apenas uma delas, este exercício é livre e coletivo. O coletivo petista de indignados opta pelo exercício transformador livre, coletivo e pacífico.

Sebastian Rojas Archer

CNF 6016016

coordenador e ativista

Coletivo petista de indignados

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