INDIGNA-TE

Não Nós Representam
(M15 – Madrid – 2011)
INDIGNA-TE

Guardarei à sete chaves o sincronismo desta opção pelo setorial de saúde no ato de ontem, 05/09/2011, contra as OS’s no sindicato dos médicos. Neste caso oPTei para fortalecer um movimento que necessita ser amplificado no partido, no município, no estado e no país. Optei para somar neste processo de reestruturação orgânica. Vários são os movimentos internos tentando tensionar publicamente instâncias que procuram fechar as portas para a participação, para a democracia interna, para a transparência, para a liberdade de expressão, de refletir crítica e criativamente.
Corremos riscos e sérios, se parte destes dirigentes assumir definitivamente o voto “cabralesco”, bem diferente de companheiros como o Molon, Reymond, Palmares e Pandeló. Aplausos à estes valorosos parlamentares e tantos outros representantes que resistem e insistem, como este indignado, em manter hasteadas históricas e importantes bandeiras para a construção de uma sociedade mais justa, contraditória, plural e democrática.
Desobedeço assim qualquer resolução do Diretório, estadual e municipal, que não tenha sido referendada pelo conjunto majoritário de filiados e fira frontalmente à princípios históricos básicos;
Desobedeço dirigentes “cabralescos” que julgam pertinente enveredar por terrenos impróprios do autoritarismo insustentável, do aparelhismo inócuo;
Desobedeço dirigentes “cabralescos” que procuram esconder nossa luta contra a privatização de setores estratégicos deste Estado Patrimonialista. Esconder nossa luta pela reforma estrutural deste Estado, pela sua democratização urgente para que possa assumir seu transparente papel indutor e gestor dos processos de universalização de direitos básicos constitucionais. Habitação, Saneamento, Alimentação, Educação, Renda e Transporte são áreas que devem pautar as agendas das políticas públicas neste início de século. Em cada um destes setores está depositado um pouco da nossa precária saúde. Saúde que o governo municipal com ajuda do nosso partido privatiza criminosamente. E agora procura generalizar o conceito empresarial do resultado hipotético para o usuário e lucrativo para o gestor da ponta sem ponto e controle social.
Na qualidade de fundador do Núcleo dos Indignados estarei presente nesta quinta feira no Diretório para protestar pacífica e democraticamente contra a rotina de reuniões fechadas, contra ausência de consultas públicas, contra a falta de transparência das contas, contra a falta de orçamento participativo na gestão dos recursos partidários, contra a ausência de debate crítico ao incorreto alinhamento automático ao governo Paes em seu projeto eleitoral.
Na sua fundação o núcleo terá como bandeira a incorporação destes eternos dirigentes aos ciclos de formação política, como forma de reciclar suas bases teóricas e práticas em questões pertinentes e essenciais no exercício elementar da representação, sob uma ótica plural, democrática e socialista. Protagonismo não significa partido ou pensamento único, pois para transformar este país ainda doente, passivo, contemplador, assistencialista, preconceituoso, temos que estabelecer como política de Estado as melhorias alcançadas na última década deste novo século. Ainda somos reféns, por um conservadorismo, de uma lógica especulativa e concentradora que socializa prejuízos e privatiza lucros ciclicamente. É assim nos transportes. É assim nos planos de saúde privados. É será assim nas OS’s geridas por sustentáculos de fundos especulativos privados. Para estes, a vida é um percentual administrável na razão exata do lucro imediato, sem dor e piedade.

A representação socialista se justifica enquanto o conjunto de representados ou coletivo assim o determinar, à qualquer tempo ou hora. A isto chamamos de democracia. Para o autoritário é difícil assimilar o limite ou exercício contraditório da representação.

Sebastian Archer

Coordenador do coletivo de indignados

Neste exato momento um tiroteio sem origem e justificativa plausível toma conta do Alemão. Há meses venho sinalizando a lógica dos privilégios nucleares e precarização periférica exponencial no Leme, na Rocinha, no Alemão. Na Cruzada os moradores estão migrando sutilmente pelo velho método do padrão especulativo.

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