Intervenção já

A única medida emergencial e conjuntural é a intervenção federal na cidade do Rio de Janeiro, amparada no quadro, atual e histórico, de total insegurança. O toque de recolher, antes limitado aos “morros”, ampliou-se para o “asfalto”.

Sabe-se que o tráfico movimenta algo em torno de R$ 50 milhões mensais, corrompendo membros do executivo, do legislativo e do judiciário. As atuais prisões restringem-se apenas aos “funcionários” deste negócio milionário, onde corruptos e corruptores amparam-se sempre em suas “garantias” individuais exclusivas.

A medida estrutural é o recenseamento imediato em todas as favelas e a eliminação total de redes clandestinas de fornecimento de água, luz e telefone. Início das obras de saneamento básico. Instalação de Centros Educacionais e de Saúde nos imóveis ocupados pelo tráfico. Intervenção direta em todas as empresas de recuperação de cargas e de veículos, o mesmo se aplica às casas de cambio, aos depósitos de mercadorias contrabandeadas e às operações de transferências internacionais. Recadastramento de todas as empresas de segurança operando em condomínios residenciais e comerciais. Monitoramento militar, com efetivos de outros estados, das áreas ocupadas, de portos, aeroportos, rodovias e ferrovias da cidade e do estado.

Paralelamente, o governo federal deve tratar da recuperação econômica, tendo como base a crescente e agravada disparidade social existente, devidamente sinalizada pelos próprios relatórios governamentais. Os últimos inclusive com  índices preocupantes de concentração de renda e de homicídios. Ao estado e ao município compete maior integração de suas secretarias e ações pontuais de acordo com as suas atribuições constitucionais.

Aos cariocas reservam-se a maturidade e a atitude. O impacto negativo já está configurado ao atingir o direito de ir e vir, ao evidenciar prejuízos financeiros constantes aos setores comerciais e de serviços. Escolas fechadas deveriam merecer uma reflexão. Devemos exigir das autoridades o restabelecimento da ordem, mas eliminando gradativamente os muros, as cercas, as grades, as blindagens, as armas, as proteções paralelas que carregamos rotineiramente de forma banal e pretensiosa ao sabor dos recursos disponíveis ou ostentados. Será necessária uma reeducação de todos e isto leva tempo para modificar a famigerada lei imperante do “levar sempre vantagem”. Honestidade, transparência, solidariedade não são pecados capitais.

Sebastian Rojas Archer

Empresário

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sebastian@sebastianarcher.net

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